Atualização obrigatória: quem paga pela customização a cada versão em SAP, Salesforce e Adobe
O que a documentação pública registra sobre versões, fim de suporte e migração, e como a CWS Platform trata a atualização.
Toda plataforma de comércio evolui, e a evolução tem um preço que raramente aparece na proposta comercial: o trabalho de levar para a versão nova tudo o que a empresa customizou na anterior. Para o CTO, esse trabalho é um item de calendário e de orçamento, e saber quem o executa muda a conta de sustentação.
Este texto reúne o que SAP, Salesforce e Adobe publicam sobre os seus ciclos de versão e migração, e descreve como a CWS Platform trata o mesmo ponto. Todo fato sobre os três vem de documento público deles, com o trecho original e o endereço ao lado.
O que cada fornecedor publica sobre o ciclo de versões
A documentação do SAP Commerce Cloud registra quatro pontos:
- limitação declarada pelo fornecedor, registrada nas release notes dele em 09/09/2026: o Cloud Portal não permite build contra um update release que saiu da lista de releases correntes ("The Cloud Portal will not allow builds against an update release no longer listed", https://help.sap.com/docs/SAP_COMMERCE_CLOUD_PUBLIC_CLOUD/12be4ac419604b01aabb1adeb2c4c8a2/1c6c687ad0ed4964bb43d409818d23a2.html?locale=en-US&state=PRODUCTION&version=v2211).
- limitação registrada na documentação do fornecedor em 09/09/2026: continuar em versão sem suporte pode configurar quebra do contrato com a SAP e levar à rescisão ("you could be in breach of your SAP contract", https://help.sap.com/docs/SAP_COMMERCE_CLOUD_PUBLIC_CLOUD/0588d7af89fc491cb274bbc1c737acce/62bdca92a2224177a50cf37ab6d502e3.html?locale=en-US&state=PRODUCTION&version=v2211).
- limitação declarada pelo fornecedor, registrada nas release notes dele em 25/09/2026: a atualização para o JDK 21 e o Spring Framework 6.2 exige ajustar as extensões customizadas, com revisão manual do código mesmo usando a automação oferecida ("manual code review and updates are necessary", https://help.sap.com/docs/SAP_COMMERCE_CLOUD_PUBLIC_CLOUD/75d4c3895cb346008545900bffe851ce/9efd1f6212134dec8236a146cac4c98a.html?locale=en-US&state=PRODUCTION&version=v2211).
- limitação declarada pelo fornecedor, registrada nas release notes dele em 09/09/2026: a SAP explica que depreciou a Accelerator UI porque o acoplamento ao código do Commerce Cloud costuma gerar upgrades difíceis e caros ("tight dependencies often result in difficult and costly upgrades", https://help.sap.com/docs/SAP_COMMERCE_CLOUD_PUBLIC_CLOUD/7e47d40a176d48ba914b50957d003804/1f1c6885781a4267a99c5d619d1f1edd.html?locale=en-US&state=PRODUCTION&version=v2211).
A documentação do Adobe Commerce registra três:
- limitação registrada na documentação do fornecedor em 18/09/2026: o período transitório só de correções de segurança das versões 2.4.4, 2.4.5 e 2.4.6 é uma exceção única e não será estendido além das datas publicadas ("The security-only transitional period is a one-time exception.", https://experienceleague.adobe.com/en/docs/commerce-operations/release/planning/lifecycle-policy).
- limitação registrada na documentação do fornecedor em 18/09/2026: as versões 2.4.4 a 2.4.7 não terão suporte a versões do MySQL posteriores à 8.0, e a Adobe recomenda migrar o banco para MariaDB ("strongly advised to migrate their database servers", https://experienceleague.adobe.com/en/docs/commerce-operations/installation-guide/system-requirements).
- limitação declarada pelo fornecedor, registrada nas release notes dele em 12/08/2026: a partir da versão 2.4.9, o PHP 8.2 e o 8.3 deixam de ser suportados ("PHP 8.2 and PHP 8.3 are no longer supported.", https://experienceleague.adobe.com/en/docs/commerce-operations/release/notes/adobe-commerce/2-4-9).
A documentação da Salesforce para o B2B Commerce registra dois:
- limitação registrada na documentação do fornecedor, consultada em 09/10/2026: para concluir a migração da loja para LWR, todos os componentes Aura terão de ser substituídos ("all Aura components must be replaced eventually", https://developer.salesforce.com/docs/commerce/lwr-migration/guide/prepare-for-migration.html).
- limitação declarada pelo fornecedor, registrada nas release notes dele, consultadas em 09/10/2026: desde o Summer '25 o B2B Commerce para Visualforce só recebe notas de patch ("maintains only patch notes for B2B Commerce for Visualforce", https://help.salesforce.com/s/articleView?language=en_US&id=commerce.b2b_commerce_release_notes.htm&type=5).
Em cada um dos três, a documentação descreve mudanças de base técnica que o cliente precisa acompanhar, e o que foi customizado precisa ser revisto quando elas chegam.
Como a CWS Platform trata a atualização
Na CWS Platform, todos os clientes rodam a mesma versão da plataforma, e não há troca de framework nem projeto de upgrade do lado do cliente. A política comercial fica em parâmetros do Commerce Rules Engine (CDL Workspace), no princípio de configuração em vez de código, e o portal é montado sem código, sobre um template único parametrizado.

A passagem do modelo de preço v1 para o v2 exige só validação do cliente, sem projeto do lado dele.
| pergunta | o que os fornecedores publicam | CWS Platform |
|---|---|---|
| Como a versão evolui | Releases correntes e datas de fim de suporte que o cliente acompanha, conforme o fornecedor. | Todos os clientes rodam a mesma versão da plataforma. |
| O que acontece com o que foi customizado | Extensões e componentes precisam ser revistos ou substituídos quando a base técnica muda. | Não há troca de framework do lado do cliente. |
| Onde a política comercial vive | Em extensões, componentes e fluxos mantidos pelo cliente, conforme o fornecedor. | Em parâmetros do Commerce Rules Engine (CDL Workspace), alterados por configuração. |
O que perguntar antes de assinar
A decisão não é qual modelo é o certo, e sim quanto do calendário da sua engenharia você aceita dedicar ao ciclo de versões do fornecedor. Três perguntas ajudam: até quando a versão em produção recebe correções; o que do nosso código precisa ser revisto na próxima versão; e quem executa a atualização, a nossa equipe ou a do fornecedor.
Quantas vezes, nos últimos três anos, a sua equipe parou uma entrega de negócio para atualizar a plataforma?
Quando faz sentido ficar no ecossistema SAP, Salesforce ou Adobe
Nada do que está acima é motivo, por si só, para trocar de plataforma. Há cenários em que ficar no ecossistema é a decisão certa.
Empresa já padronizada em SAP. Quando a organização opera sob diretrizes corporativas globais e contratos já firmados com a fornecedora, a edição conectada ao back-end sincroniza dados mestres e faturas de forma estruturada, na estratégia de clean core.
Operação comercial construída sobre a Salesforce. Quando pipeline, territórios e divisão de receita entre equipes já vivem no Sales Cloud, manter o comércio no mesmo ecossistema preserva esse desenho.
Estrutura de compra delegada ao cliente, na Adobe. Quando a empresa compradora precisa administrar suas próprias divisões, usuários e papéis de compra, as contas de empresa do Adobe Commerce resolvem isso de forma nativa.
Por onde continuar
Se a sua pergunta ainda é qual arquitetura serve à sua operação, e não qual fornecedor escolher, o caminho é as sete perguntas que separam as arquiteturas de comércio B2B.
Marcas citadas neste artigo
- Salesforce
- SAP Commerce Cloud
- Adobe Commerce
Marcas e logotipos pertencem aos seus titulares. A citação não indica parceria nem endosso.
"Estavamos á quase 2 anos tentando implantar uma solução B2B, com a CWS, implantamos em 60 dias."
Quer ver isso na sua operação?
Operações B2B reais já rodam nisso.